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17 de dezembro de 2015 às 23:12:09

Cada vez mais identificamos em nossa rotina diária pacientes que chegam com o diagnóstico radiológico de hérnia de disco.  Na maioria das vezes tal situação surge após o aparecimento de dores na coluna lombar em que leve o indivíduo à procurar assistência médica. As dores, ou lombalgias, podem estar acompanhadas de irradiação para os membros inferiores e aí passam a ser reconhecidas como ciáticas.

 

hernia

Independente da idade ou fase da vida profissional, o surgimento de Lombalgia e ciática limita o rendimento da pessoa em suas atividades e o faz procurar ajuda médica. Ao procurar um profissional responsável pelo diagnóstico, diga-se médico,  deve o paciente observar algumas atitudes que são importantes na avaliação durante a consulta inicial.  Há de se valorizar aquele profissional que se preocupa com as rotinas e hábitos daquele indivíduo,  que faz inferências sobre limitações e sintomas depressivos decorrentes da dor, gasto com medicações e idas a urgências hospitalares.  Deve o médico examinar a coluna do paciente,  inspecionar, palpar, movimentar e fazer testes neurológicos relevantes ao quadro clínico.

 

Descobrir que tem uma hérnia de disco no laudo de seu exame de ressonância é apenas parte de um processo anatomo-clínico em que o centro das atenções não pode ser o exame ou o laudo deste, mas sim aquele indivíduo que sofre dos sintomas dolorosos.  É mais que sabido em publicações médicas que o achado de hérnia de disco em exames é frequente em pessoas sem queixas de dor lombar.  Daí entende-se que o médico que avalia o paciente que possua um diagnóstico de hérnia de disco tem por obrigação de fazer duas ações: 1. Correlacionar o exame com as queixas e achados do paciente; 2. Visualizar as películas do exame em questão e ver, ele mesmo, se o que se diz é realmente o que se lauda.

 

            Deve ser sempre questionado as condutas, nessa área, de profissionais que não examinam seus pacientes ou valorizam o seu dia-dia. Aqueles que ao invés de realizar o método anatomo-clínico prefiram enfatizar técnicas cirúrgicas ou sua superioridade em procedimentos especiais, cursos no exterior, etc.., podem induzir a uma interpretação errada, tendenciosa, do seu exame radiológico e de sua “hérnia discal”.  Isso muitas vezes culmina em cirurgias desnecessárias e a maus resultados terapêuticos.

 

Nem toda hérnia de disco significa cirurgia! Aliás, um número reduzido de pacientes com hérnia a precisarão.  O excesso de procedimentos, mal indicados, só faz reforçar uma crendice popular de que “cirurgia de hérnia de disco Aleija”. Com os avanços tecnológicos atuais é grande a chance de um bom resultado em uma cirurgia de hérnia de disco desde que bem indicada.  Quer por endoscopia ou por via convencional ( aberta), havendo criterioso planejamento há de se ter um bom resultado.

 

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E se durante a avaliação, indicação cirúrgica, e programação do procedimento, eu melhorar das dores?  Não será operado, naturalmente! Mesmo que saibamos que sua hérnia ainda esta lá no laudo do radiologista, e na “chapa”do filme da ressonância, é em você, portador da dor, que recái as nossas decisões.  Trata-se a pessoa e não o exame. E se precisa operar, há de se planejar a técnica mais adequada. 

 

Equipe Neuron 


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